E se tudo começar a fazer sentido aproveite. Porque sorrisos não duram para sempre.
( O meu diário quase secreto )
'Entre o que vejo e o que fui há um hiato pouco explicável.'
sexta-feira, 29 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Relacionamento a gente constrói. Dia após dia. Dosando paciência, silêncios e longas conversas. Engraçado que quando a gente pára de acreditar em ‘amor da vida’, uma amor pra vida aparece. Sem o glamour da alma gêmea. Sem promessas de ser pra sempre. Sem borboletas no estômago. Sem noites de insônia. É uma coisa simples do tipo: você conhece o cara. Começa, aos poucos, a admirá-lo. A achá-lo FODA. E, quando vê, você ta fazendo coraçãozinho com a mão igual a uma pangaré.
Adeus expectativas irreais, adeus sonhos de adolescente. Ele vai esquecer todo mês o aniversário de namoro, mas vai se lembrar sempre que você gosta do pão de sal bem branco (e com muito queijo). Ele não vai fazer declarações Românticas e jantares a luz de velas, mas vai saber que você está de TPM no primeiro ‘OI’, te perdoando docemente de qualquer frase dita com mais rispidez.
Ah, gente, sei lá. Descobri que gosto mesmo é só do tal amor. Da paixão, não… Que quero alguém que divida o chão comigo. Quero alguém que me traga o fôlego. Entenderam? Quero dormir abraçada sem susto. Quero acordar e ver que (aconteça o acontecer), tudo vai estar em seu lugar. Sem ansiedades. Sem montanhas-russas.
Não existe nada mais contestador do que amar uma pessoa só. Amar é ser rebelde. É atravessar o escuro. É, no meu caso, mudar o conceito de tudo o que já pensei que pudesse ser amor. Não, antes era paixão. Antes era imaturidade. Antes era uma procura por mim mesma que não tinha acontecido.
… mas amor não é só poesia e refrões. Amor é reconstrução. É ritmo, pausas, desafinos e desafios. _Fernanda Mello
Charlie Chaplin _122 Anos
Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Toda vez que o desejo me chama é você
Toda vez que o meu peito reclama é você
Só de imaginar sinto frio e calor
Acorrentado ou nas mãos desse amor
Se esta certo ou errado nem quero saber
Eu to apaixonado entregue ao prazer
To querendo contrato com o seu coração
Vitalício e fiel sem desilusão
Vem ca, não sai nunca mais da minha vida
Não vê que essa é a nossa saída
O atalho pra felicidade, pra eterninade
Vem ca, que eu vou te prender no meu colo
E assim te provar que eu te adoro
Só quero poder te abraçar, viver pra te amar
Toda vez que o meu peito reclama é você
Só de imaginar sinto frio e calor
Acorrentado ou nas mãos desse amor
Se esta certo ou errado nem quero saber
Eu to apaixonado entregue ao prazer
To querendo contrato com o seu coração
Vitalício e fiel sem desilusão
Vem ca, não sai nunca mais da minha vida
Não vê que essa é a nossa saída
O atalho pra felicidade, pra eterninade
Vem ca, que eu vou te prender no meu colo
E assim te provar que eu te adoro
Só quero poder te abraçar, viver pra te amar
Eu te desejo, muitos amigos
Mas que em um você possa confiar,
E que tenha até inimigos
Pra você não deixar de duvidar.
Desejo que você tenha quem amar.
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar.
Pra recomeçar...
Amor Pra Recomeçar - Frejat
Mas que em um você possa confiar,
E que tenha até inimigos
Pra você não deixar de duvidar.
Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro.
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero.
Que seja por um dia, e não o ano inteiro.
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero.
Desejo que você tenha quem amar.
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar.
Pra recomeçar...
Amor Pra Recomeçar - Frejat
"Não sei se a vida é curta ou longa para nós,
mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve,
palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia,
lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia,
amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta,
nem longa demais, mas que seja intensa,
verdadeira, pura enquanto durar.
Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."
Cora Coralina
mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve,
palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia,
lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia,
amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta,
nem longa demais, mas que seja intensa,
verdadeira, pura enquanto durar.
Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."
Cora Coralina
"Estar bem e feliz é uma questão de escolha e não de sorte ou mero acaso.
É estar perto das pessoas que amamos que nos fazem bem e que nos querem bem. É saber evitar tudo aquilo que nos incomoda ou faz mal, não hesitando em usar o bom senso, a maturidade obtida com experiências passadas ou mesmo nossa sensibilidade para isso. É distanciar-se de falsidade, inveja e mentiras. Evitar sentimentos corrosivos como o rancor, a raiva e as mágoas, que nos tiram noites de sono e em nada afetam as pessoas responsáveis por causá-los.
É valorizar as palavras verdadeiras e os sentimentos sinceros que a nós são destinados. E saber ignorar, de forma mais fina e elegante possível, aqueles que dizem as coisas da boca para fora ou cujas palavras e caráter nunca valeram um milésimo do tempo que você perdeu ao escutá-las."
Friedrich Nietzsche
É estar perto das pessoas que amamos que nos fazem bem e que nos querem bem. É saber evitar tudo aquilo que nos incomoda ou faz mal, não hesitando em usar o bom senso, a maturidade obtida com experiências passadas ou mesmo nossa sensibilidade para isso. É distanciar-se de falsidade, inveja e mentiras. Evitar sentimentos corrosivos como o rancor, a raiva e as mágoas, que nos tiram noites de sono e em nada afetam as pessoas responsáveis por causá-los.
É valorizar as palavras verdadeiras e os sentimentos sinceros que a nós são destinados. E saber ignorar, de forma mais fina e elegante possível, aqueles que dizem as coisas da boca para fora ou cujas palavras e caráter nunca valeram um milésimo do tempo que você perdeu ao escutá-las."
Friedrich Nietzsche
"Tudo bem. Eu não preciso de muito.
Eu não quero muito. Eu quero mais.
Mais paz. Mais saúde. Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade.
Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro.
Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e
aquela rima grudada na boca.
Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados.
Amarrados. Jogados no tapete da sala.
Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais.
Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã.
Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro.
Quero seu beijo. Quero seu cheiro.
Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca
e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais."
Fernanda Mello
Eu não quero muito. Eu quero mais.
Mais paz. Mais saúde. Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade.
Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro.
Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e
aquela rima grudada na boca.
Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados.
Amarrados. Jogados no tapete da sala.
Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais.
Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã.
Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro.
Quero seu beijo. Quero seu cheiro.
Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca
e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais."
Fernanda Mello
Caio Fernando Abreu
Mas só poderei me aproximar dos outros depois que começar a desvendar a mim mesmo. Antes de estender os braços, preciso saber o que há dentro desses braços, porque não quero dar somente o vazio.
Também não quero me buscar nos outros,
me moldar ao que eles pensam, e no fim não saber distinguir o pensar deles do meu
Também não quero me buscar nos outros,
me moldar ao que eles pensam, e no fim não saber distinguir o pensar deles do meu
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Mutação, mutações
Troco de roupa, mudo as cores dos paramentos, visto-me de azul ou preto e acabo por nausear-me com os trajes que cobrem o meu corpo. dispenso os adereços, retiro brincos, colares, pulseiras… Como quero realmente tratar a minha aparência? Que imorta a roupa, o degradê do tom, se o que me toca é a essência de mim. As mutaçoes se acumulam e, no entanto, custa-me acreditar que ainda não me descobri por inteira. Aos poucos, com o passar dos anos, percebo a dificuldade de ser. A madureza aumenta a responsabilidade da existência, e entre tantos vazios habita uma alma repleta de pulsações. Não vem de hoje essa insatisfação diária.
O espelho mostra-me um rosto que não é o meu. Ou que é meu e o desconheço. Mudei na medida da minha própria inquietação; hoje trago apenas o contorno das linhas originais. O tempo devastou-me e não dei conta de sua irreversível corrida.
Entre o que vejo e o que fui há um hiato pouco explicável. Não esqueço a menina inocente que corria pelo quintal sem destino; agora tenho um rumo e nem sei se consigo persegui-lo.
O espelho mostra-me um rosto que não é o meu. Ou que é meu e o desconheço. Mudei na medida da minha própria inquietação; hoje trago apenas o contorno das linhas originais. O tempo devastou-me e não dei conta de sua irreversível corrida.
Entre o que vejo e o que fui há um hiato pouco explicável. Não esqueço a menina inocente que corria pelo quintal sem destino; agora tenho um rumo e nem sei se consigo persegui-lo.
Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas. Tão só nesta hora tardia – eu, patético detrito pós-moderno com resquícios de Werther e farrapos de versos de Jim Morrison, Abaporu heavy-metal -, só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas. Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. Que tenha boca para, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor. E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como – eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da concha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão. No meio da fome, do comício, da crise, no meio do vírus, da noite e do deserto – preciso de alguém para dividir comigo esta sede. Para olhar seus olhos que não adivinho castanhos nem verdes nem azuis e dizer assim: que longa e áspera sede, meu amor. Que vontade, que vontade enorme de dizer outra vez meu amor, depois de tanto tempo e tanto medo. Que vontade escapista e burra de encontrar noutro olhar que não o meu próprio – tão cansado, tão causado – qualquer coisa vasta e abstrata quanto, digamos assim, um Caminho. Esse, simples mas proibido agora: o de tocar no outro. Querer um futuro só porque você estará lá, meu amor. O caminho de encontrar num outro humano o mais humilde de nós. Então direi da boca luminosa de ilusão: te amo tanto. E te beijarei fundo molhado, em puro engano de instantes enganosos transitórios – que importa? (Mas finjo de adulto, digo coisas falsamente sábias, faço caras sérias, responsáveis. Engano, mistifico. Disfarço esta sede de ti, meu amor que nunca veio – viria? virá? – e minto não, já não preciso.) Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. Tanto meu ciclo ascético Francisco de Assis quanto meu ciclo etílico bukovskiano. Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser conjunto ao teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida. Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho-carente, tigre e lótus. Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei. Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço. Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura. Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo. Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã.
- Caio Fernando Abreu
Crônica publicada no “Estadão” Caderno 2 de 29/07/87
Crônica publicada no “Estadão” Caderno 2 de 29/07/87
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