'Entre o que vejo e o que fui há um hiato pouco explicável.'
domingo, 13 de novembro de 2011
A gente costuma se acostumar fácil às circunstâncias difíceis que, vez ou outra, podem ser mudadas até sem grandes elaborações e movimentos, sem que se precise contar com sorte, promessas, milagres e cercanias. A gente costuma se adaptar demais ao que faz nossos olhos brilharem menos. A gente costuma camuflar a exaustão. Inventar inúmeras maneiras para revestir o coração com isolamento acústico para evitar ouvi-lo. Fazer de conta que a vida é assim mesmo e pronto. Que somos assim mesmo e ponto. A gente costuma arrastar bolas de ferro e agir como se carregássemos pétalas só pra não precisar fazer contato com as insatisfações e trabalhar para transformá-las. A gente costuma mudar de calçada quando vê certos riscos virem na nossa direção, mesmo que nos encantem. A gente carrega muito peso no peito, tantas vezes, porque resiste à mudança o máximo que consegue. Até o dia em que a alma, com toda razão, cansada de não ser olhada, encontra o seu jeito de ser vista e dizer quem é mesmo que manda.
Ana Jácomo
Ana Jácomo
Por que será que toda vez que eu te vejoMeu coração logo começa a palpitarEu sei que todo amor é fruto de um desejoQue de repente pode se manifestar...
Porque será que toda vez que eu te vejoMeu corpo treme e falta a respiraçãoMe da vontade de roubar aquele beijoQue deixa nosso corpo em erupçãoVários sinais que até hoje desconheçoUma mistura de prazer, ternura e dor
Você tem tudo que eu preciso e que eu mereçoJá me disseram que isso pode ser amor
Porque será que toda vez que eu te vejoMeu corpo treme e falta a respiraçãoMe da vontade de roubar aquele beijoQue deixa nosso corpo em erupçãoVários sinais que até hoje desconheçoUma mistura de prazer, ternura e dor
Você tem tudo que eu preciso e que eu mereçoJá me disseram que isso pode ser amor
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