Relacionamento a gente constrói. Dia após dia. Dosando paciência, silêncios e longas conversas. Engraçado que quando a gente pára de acreditar em ‘amor da vida’, uma amor pra vida aparece. Sem o glamour da alma gêmea. Sem promessas de ser pra sempre. Sem borboletas no estômago. Sem noites de insônia. É uma coisa simples do tipo: você conhece o cara. Começa, aos poucos, a admirá-lo. A achá-lo FODA. E, quando vê, você ta fazendo coraçãozinho com a mão igual a uma pangaré.
Adeus expectativas irreais, adeus sonhos de adolescente. Ele vai esquecer todo mês o aniversário de namoro, mas vai se lembrar sempre que você gosta do pão de sal bem branco (e com muito queijo). Ele não vai fazer declarações Românticas e jantares a luz de velas, mas vai saber que você está de TPM no primeiro ‘OI’, te perdoando docemente de qualquer frase dita com mais rispidez.
Ah, gente, sei lá. Descobri que gosto mesmo é só tal amor. Da paixão, não… Que quero alguém que divida o chão comigo. Quero alguém que me traga o fôlego. Entenderam? Quero dormir abraçada sem susto. Quero acordar e ver que (aconteça o acontecer), tudo vai estar em seu lugar. Sem ansiedades. Sem montanhas-russas.
Não existe nada mais contestador do que amar e uma pessoa só. Amar é ser rebelde. É atravessar o escuro. É, no meu caso, mudar o conceito de tudo o que já pensei que pudesse ser amor. Não, antes era paixão. Antes era imaturidade. Antes era uma procura por mim mesma que não tinha acontecido
… mas amor não é só poesia e refrões. Amor é reconstrução. É ritmo, pausas, desafinos e desafios. _Fernanda Mello
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